RENDEIRA

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a cédula que nunca foi emitida

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Esclarecimentos da SNB sobre a segunda família de cédulas do Real


A premissa de que “sempre que há uma nova chancela, a série é alterada” é válida para as famílias de cédulas desde a família do Cruzeiro de 1970 até a primeira família do Real.

Essa questão está ligada ao processo de fabricação e emissão das cédulas.

Fabricação:

As famílias de cédulas entre o Cruzeiro de 1970 e a primeira família de Real tinham a numeração e as microchancelas estampadas simultaneamente na cédula – como se fosse um carimbo único que continha as assinaturas e a numeração. Podemos verificar isso observando a qualidade da impressão e da tinta, sempre preta, nas famílias mencionadas.

Esse processo de impressão exigia que uma mudança no “carimbo” do processo tipográfico referente às assinaturas tivesse como consequência a mudança da numeração de série e ordem, mantendo-se somente a estampa – letra que sucede o número de ordem e que indica mudanças conceituais no projeto gráfico.

Hoje, porém, o processo de fabricação das cédulas é diferente: As microchancelas não são mais estampadas em conjunto com a numeração. As assinaturas são impressas logo no início do processo produtivo, chamado offset, que garante o fundo de segurança colorido das peças – por isso as assinaturas hoje são coloridas, na cor predominante da peça. Em seguida são inseridas as faixas holográficas (para o R$50,00 e R$100,00); a cédula vai para o processo de impressãointaglio – gravura sensível ao tato – e, somente por último, as cédulas são numeradas pelo processo de tipografia.

Essa separação de processos – necessária à adequação e modernização da produção da Casa da Moeda do Brasil –  tornou a numeração da cédula e suas microchancelas independentes, pois não são mais etapas simultâneas de impressão.

Hoje,  não basta mudar o “carimbo” tipográfico para se mudar a chancela – é necessário que a chapa de offset seja redesenhada, o que dá bem mais trabalho. Isso explica porque houve um descompasso entre as peças com a assinatura de Guido Mantega e Joaquim Levy.

Também contribui para este fato a nova forma do processo de emissão das cédulas:

Segundo o Banco Central do Brasil, as cédulas hoje não têm mais a sequência clássica de estampa, série e ordem. Somente uma “numeração sequencial”.

Acredita-se, no meio numismático, que as letras da numeração das cédulas de Real da segunda família indiquem o ano e o mês de emissão da peça, respectivamente; por exemplo, BA numa nota de R$50,00 indicaria que a peça foi produzida no segundo ano de emissão da cédula (letra A para primeiro ano – no caso 2010, B para o segundo ano etc.) e no primeiro mês do referido segundo ano (letra A para o primeiro mês de produção – não necessariamente janeiro, B para o segundo mês etc.).

Logo não poderia haver séries com a segunda letra além de L, pois não haveria uma 13ª letra (correspondente a um 13º mês).

Todo este conceito também desvincula numeração e microchancelas nas cédulas produzidas hoje.

Resumindo a explicação do fato, foram produzidas no mesmo mês peças cujas bases impressas em offset tinham tanto as assinaturas de Mantega, quanto de Levy.

Espero ter auxiliado. Mas estamos à disposição para mais pesquisas e discussões.

Atenciosamente,

Emerson Julião

Diretor Financeiro da Sociedade Numismática Brasileira

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