RENDEIRA

RENDEIRA
a cédula que nunca foi emitida

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Entrevista com Noenio Spinola


Um dos maiores numismatas brasileiros!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ouro de Tolo, Raul Seixas (trecho)




Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

(Ouro de Tolo, Raul Seixas)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Sim, Não, Indiferente, Gabriel o Pensador (trechos)


Um barão

Dois barões
Dez barões
Um milhão
Não nos deixei cair em tentação...


Todo mundo quer ganhar seu dinheirinho honesto
Alguns dividem o bolo e alguns só comem o resto...


Tempo é dinheiro meu irmão
Então mãos à obra
Se Deus não dá asa à cobra
Eu não sei quem deu...


Preciso do pão na minha mesa
Mas dinheiro traz felicidade ou tristeza?...


O quê?
Dinheiro que sumiu acontece todo o dia no Brasil
Um monte de túneis imundos, estradas e pontes impunes...

Deus me dê grana, Camisa de Vênus (trecho)



Senhor, eu sei que você é gente fina
Sei também que dureza nunca foi a minha sina
Aceito de bom grado uma bolada qualquer
Pode me dar em cheque, Deus, ou em dollar se puder

Deus, me dê grana
Deus, por favor
Deus, me dê grana
Seu filho tá na de horror
Seu filho tá na de horror

(Deus me dê grana, Camisa de Vênus )

Pecado Capital, Paulinho da Viola (trecho)




Dinheiro na mão é vendaval
É vendaval!
Na vida de um sonhador
De um sonhador!...


Dinheiro na mão é solução
E solidão!

(Pecado Capital, Paulinho da Viola)

Como Nossos Pais, Belchior (trecho)




Hoje eu sei que quem me deu a idéia
De uma nova consciência e juventude
Está em casa guardado por Deus
Contando o vil metal

(Como Nossos Pais, Belchior)

Paradeiro, Arnaldo Antunes (trecho)




Haverá paradeiro para o nosso desejo
Dentro ou fora de um vício
Uns preferem dinheiro
Outros querem um passeio perto do precipício

(Paradeiro, Arnaldo Antunes)

sábado, 17 de agosto de 2013

NUMISMÁTICA: um investimento enriquecedor

NUMISMÁTICA: um investimento enriquecedor em todos os sentidos

(Goulart Gomes)

  
O dinheiro é uma das mais antigas “invenções” da humanidade. A partir do momento em que as sociedades perceberam que era muito mais prático ter um elemento mediador para as transações comerciais, do que realizar o escambo (troca direta de mercadorias), estava iniciado o processo de construção de um meio monetário, representado hoje pela moeda e papel-moeda. Sal (origem da palavra “salário”), gado (em latim, pecunia), conchas e outros objetos foram inicialmente utilizados para este fim, depois substituídos pelos metais (ouro, prata, cobre, bronze) e pedras preciosas, até chegarmos na moeda metálica.
A primeira emissão oficial de moeda por um Estado, o electrum-stater,  ocorreu no reinado do imperador Croesius, da Lídia (atual Turquia) há mais de 2.500 anos. Já o papel-moeda teria seu uso oficial no Ocidente iniciado em 1660, pelo Banco da Suécia, em Estocolmo. Mas antes disso, os chineses fizeram alguns experimentos com impressões em papel, em 1189. Nas Américas, os Estados Unidos iniciaram a impressão em 1690. As primeiras moedas cunhadas em solo brasileiro foram realizadas pelos holandeses, durante a invasão a Pernambuco, em 1645, as chamadas obsidionais.
Com a circulação do dinheiro na Europa, viria a surgir a usura, como era intitulado o empréstimo a juros, prática que foi condenável desde Aristóteles até a Idade Média, por ser uma forma de ganho sem o “suor do teu rosto”, conforme ordena a Bíblia. Com o passar do tempo surgiriam as diversas formas de investimentos, sejam em metais (ouro e prata), pedras preciosas, outras moedas fortes (dólar, euro) commodities (mercadorias), ações, certificados de instituições públicas ou privadas até a nossa popular caderneta de poupança.
Atualmente as possibilidades de investimentos são muito amplas e os especialistas até recomendam que aqueles que possuem um maior volume de capital, diversifiquem, aplicando em diferentes “carteiras”.
Mas, existem formas de investimento menos populares, mas que vêm obtendo um significativo crescimento, inclusive no Brasil, como os mercados de Artes Plásticas, Antiguidades e Numismática. Uma rápida pesquisa na internet nos mostra que as telas mais caras de grandes artistas (Klimt, Pablo Picasso, Van Gogh, Renoir, etc) foram comercializadas entre 53 e 135 milhões de dólares. Grandes empresas, como a britânica Sotheby’s, que tem escritórios em vários países, leiloa milhões de libras esterlinas em objetos, anualmente. Um programa televisivo de comércio de antiguidades recentemente mostrou um par de raras cédulas de dólar que valem US$ 1 milhão!  É sobre este tipo de investimento que queremos tratar neste artigo.
O termo “numismática” originalmente se aplicava apenas à ciência que estuda as cédulas, moedas e medalhas, pelo seu caráter histórico. Hoje, a expressão numismata também se aplica àquele que as coleciona.  No Brasil, a quantidade de numismatas vem crescendo a cada ano, pois além de ser um hobby muito prazeroso, é também rentável.
Poucas pessoas sabem que a cédula brasileira mais cara ultrapassa os 60 mil reais; que a cédula de 50 reais assinada por Pérsio Árida (1994), em perfeito estado, vale mais de 3.000 reais e que existem moedas, como a chamada Peça da Coroação, da qual foram cunhadas apenas 64 unidades, a pedido de D. Pedro I (1822), que custa mais de 400.000 reais!
Apenas para termos uma ideia, em um período de dois anos, o mais utilizado dos catálogos de cédulas brasileiras aponta uma valorização média de 30% nas cédulas nele constantes. Quando se trata das moedas de ouro e prata, então, a valorização pode ser ainda maior, pois além da raridade da moeda existe um outro fator, que é a variação do preço do metal.
As alternativas da numismática são diversas, a depender da preferência do colecionador/investidor: as cédulas e moedas podem ser classificadas de diversas formas: valor nominal, preço, território (nacionais ou estrangeiras), metal (ouro, prata, bronze, cobre, etc.), período (século XX, XIX), governo, etc. Outra grande vantagem da numismática é que cada colecionador estabelece seu próprio patamar de investimento, dentro das suas condições financeiras, escolhendo peças de menor ou maior raridade.
Mas, como em qualquer outro “negócio” é fundamental possuir conhecimentos básicos sobre o assunto. Existe uma farta bibliografia sobre o tema, mas vamos dar algumas dicas para quem deseja começar:

1. Defina exatamente o que deseja colecionar. Se abrir muitas possibilidades, você não se concentrará em nenhuma.
2. O valor de uma cédula ou moeda é definido por sua raridade, e não apenas pela antiguidade. Cédulas e moedas mais recentes podem valer mais que uma antiga, se foi produzida em menor quantidade.
3. Conheça a reputação de quem vai lhe vender cédulas ou moedas. Como nas outras áreas de antiguidades, existem muitas réplicas e falsificações.
4. Aprenda a diferenciar exatamente o estado de conservação do que está colecionando. Os quatro termos mais utilizados são: bem conservada (BC), muito bem conservada (MBC), soberba (SOB) e flor de estampa ou flor de cunho (FE e FC, para cédulas e moedas, respectivamente).
5. Adquira um bom catálogo para ter uma referência do valor pelo qual está comercializando.
6. Não existem lucros rápidos e fáceis nesta área. Todos os investimentos só têm retorno no médio ou longo prazo. Quanto maior o número de colecionadores, maior será a demanda. Sendo a oferta, limitada, a tendência é de valorização crescente.
7. Não tenha pressa. É muito mais prazeroso e lucrativo ir completando uma coleção gradativamente, que comprá-la pronta.
8. Acondicione as cédulas e moedas em álbuns próprios para tal fim, garantindo que não haverá nenhuma deteriorização das mesmas com o passar do tempo.
9. Converse sobre o assunto com amigos e familiares, eles sempre têm alguma cédula ou moeda esquecida no fundo da gaveta. Mas tenha cuidado ao conversar sobre o assunto com estranhos, para não ser vítima de golpes.
10. É sempre interessante procurar a “história” por trás da cédula ou da moeda. Ser numismata é ampliar conhecimentos sobre História, Economia e Geografia, enriquecendo sua cultura tanto quanto seu bolso.



BIBLIOGRAFIA:
Mudd, Douglas. ALL THE MONEY IN THE WORLD. New York: Smithsonian Institution, 2006.

Spinola, Noenio.  DINHEIRO, DEUSES & PODER. São Paulo: Civilização Brasileira, 2011.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

WPM 131a - 1 CRUZEIRO / 1 MIL RÉIS


WPM 131a - Série 279 A 500

MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 7,02
11,70
29,24

WPM 125 - 5 CRUZEIROS

Se existisse uma “figurinha manjada” nas cédulas brasileiras, certamente seria o Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Seu rosto começa a aparecer em 1913, nas cédulas de 5 Réis, e teria sua última aparição em 1986, na célebre nota que foi imortalizada como “um barão”. Na história, foi a personalidade que mais contribuiu para o aumento do território brasileiro (depois dos bandeirantes), do norte ao sul do país.

WPM125 - Série 375 A 436

MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 38,38
83,33
311,40

WPM 126 - 10 CRUZEIROS


WPM 126 - Série 320 A 375

MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 42,40
168,86
460,53

WPM 127 - 20 CRUZEIROS


WPM 127 - Série 225 A 278

MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 74,56
245,61
855,26

WPM 128 - 50 CRUZEIROS


WPM128 - Série 79 A 86

MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 2.478,07
5.219,30
10.964,91
Obs.:  a imagem é da cédula de réis que foi aproveitada como Cruzeiro, mas de outra série, não carimbada.

WPM129 - 100 CRUZEIROS


WPM129 - Série 61 A 83

MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 298.25
767.54
2,368.42

WPM130 - 200 CRUZEIROS


WPM130 - Série 37 A 45
MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 1,710.53
4,188.60
8,442.98

WPM130A - Série 46 A 48

MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 2,214.91
5,153.51
10,087.72

Obs.:  a imagem é da cédula de réis que foi aproveitada como Cruzeiro, mas de outra série, não carimbada.

WPM131 - 500 CRUZEIROS


WPM131 - Série 74 A 97
MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 1,008.77
2,149.12
4,605.26

WPM131A - Série 98 A 137

MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 347.22
767.54
2,236.84
Obs.:  a imagem é da cédula de réis que foi aproveitada como Cruzeiro, mas de outra série, não carimbada.

WPM132 e WPM150 - 1 CRUZEIRO


WPM132 - Série 0001 A 1000
MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 0.91
1.90
4.09

WPM150 A - Série 1001 A 1800
MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 0.48
0.98
2.19

WPM150 B - Série 1801 A 2700
MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 0.48
0.98
2.19

WPM150 C - Série 2701 A 3450
MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 0.48
0.98
2.19

WPM150 D - Série 3451 A 3690

MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 0.48
1.27
2.49
A cédula também entrou para a história da MPB, nesta composição de Chico Buarque:

Tamandaré /(Chico Buarque)
Zé qualquer tava sem samba, sem dinheiro / Sem Maria sequer / Sem qualquer paradeiro / Quando encontrou um samba / Inútil e derradeiro / Numa inútil e derradeira / Velha nota de um cruzeiro / "Seu Marquês", "Seu" Almirante / Do semblante meio contrariado / Que fazes parado / No meio dessa nota de um cruzeiro rasgado / "Seu Marquês", "Seu" Almirante / Sei que antigamente era bem diferente / Desculpe a liberdade / E o samba sem maldade / Deste Zé qualquer / Perdão Marquês de Tamandaré / Perdão Marquês de Tamandaré / Pois é, Tamandaré / A maré não tá boa / Vai virar a canoa / E este mar não dá pé, Tamandaré / Cadê as batalhas / Cadê as medalhas / Cadê a nobreza / Cadê a marquesa, cadê / Não diga que o vento levou / Teu amor até / Pois é, Tamandaré / A maré não tá boa / Vai virar a canoa / E este mar não dá pé, Tamandaré / Meu marquês de papel / Cadê teu troféu / Cadê teu valor / Meu caro almirante / O tempo inconstante roubou / Zé qualquer tornou-se amigo do marquês / Solidário na dor / Que eu contei a vocês / Menos que queira ou mais que faça / É o fim do samba, é o fim da raça / Zé qualquer tá caducando / Desvalorizando / Como o tempo passa, passando / Virando fumaça, virando / Caindo em desgraça, caindo / Sumindo, saindo da praça / Passando, sumindo / Saindo da praça / Passando, sumindo.

WPM133 E WPM151 - 2 CRUZEIROS

Interessante observar como as duas primeiras cédulas homenageiam o Exército e a Marinha, respectivamente, em um país até então historicamente governado pelas Forças Armadas. A Aeronáutica seria aludida em 1966, já na Ditadura Militar, com a cédula de 10.000 cruzeiros, com a imagem do Santos Dumont. 
WPM133 - Série 001 A 500
MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 0.85
3.22
6.29

WPM151A - Série 501 A 900
MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 0.48
1.32
3.22

WPM151B - Série 901 A 1135

MUITO BEM CONSERVADA
SOBERBA
FLOR DE ESTAMPA
US$ 0.48
1.17
2.63